Sobre o Parque

O Parque Estadual Chandless é uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, criada pelo Decreto 10.670, de 2 de setembro de 2004. Possui área de 670.135, representa 4,23% do território do Acre e abrange os municípios de Santa Rosa do Purus (161.630 ha – 24,12%), Manoel Urbano (445.208 ha – 66,44%) e Sena Madureira (63.296 ha – 9,45%). Tem como limites: começam no marco internacional da fronteira Brasil/Peru, localizado próximo à nascente do Rio Santa Rosa, limita-se também com os Municípios de Feijó e Manoel Urbano O acesso à área é considerado extremamente difícil e feito inicialmente por via terrestre saindo de Rio Branco até Manuel Urbano e deste até a sede da UC por via fluvial. Também é possível acessar a UC por fretamento aéreo, saindo de Rio Branco e pousando na Unidade. A a vegetação do local também é considerada inóspita devido a presença de florestas com alta concentração de bambu, com espinho.
A área está totalmente situada dentro dos limites do corredor verde do Oeste da Amazônia, um dos cinco para a região Amazônica estabelecida pelo IBAMA. Está também adjacente a áreas protegidas e Terras Indígenas no lado peruano, onde recentemente espécies raras e endêmicas foram identificadas. É potencializado também por se configurar como corredor local, pois permite conectar duas áreas indígenas (Rio Purus e Mamoadate) e a estação Ecológica do Rio Acre.
O Parque está localizado em uma das regiões menos conhecidas do Estado, em termos de riqueza biológica, a região do Alto Purus, nas bacias dos rios Purus e Chandless. Esta região é considerada o centro de distribuição dos tabocais do sudoeste da Amazônia, onde ocorrem florestas dominadas por bambus arborescentes do gênero Guadua. Seus limites são: ao norte a Terra Indígena Alto Rio Purus; ao sul a Terra Indígena Mamoadate; a oeste a República do Peru com limites diretos com as UC’s Parque Nacional Alto Purus e Reserva Comunal Purus e a leste a Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema. Compõe, dois corredores ecológicos importantes, o que abrange as terras brasileiras denominado de Corredor do Sudoeste Amazônico e o corredor peruano denominado de Corredor da Conservação Vilcabamba-Amboró.
O objetivo da Unidade é “assegurar a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico”.
De acordo com a Peça de Criação do PE Chandless, existem pelo menos cerca de 800 espécies de aves (incluindo espécies migratórias), pelo menos 200 espécies de mamíferos, 80 espécies de répteis e 120 espécies de anfíbios. Foram identificadas cerca de 100 espécies de lepdopteros. A ictiofauna em torno de 200 espécies. Os trabalhos realizados para elaboração do Plano de Manejo da Unidade através da Avaliação Ecológica Rápida – AER registraram mais de mil espécies para a área, sendo 264 espécies de plantas, dentre as quais 24 de palmeiras, 47 espécies de grandes mamíferos, 63 espécies de anfíbios, 40 espécies de répteis, 407 espécies de aves, dentre estas 13 exclusivas das formações de taboca, 464 espécies de lepdópteros e 71 espécies de peixes. O plano foi concluído em 2010 e indicou uma serie de pesquisas prioritárias para a UC, as quais podem auxiliar a gestão da mesma.